Quem sou eu

Minha foto

Olá! Sou professora de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação de Campinas e trabalho com inclusão escolar na rede regular de ensino, desde 2003. Atualmente atuo na Sala de Recursos Multifuncionais, fazendo o Atendimento Educacional Especializado para crianças com deficiência, TGD e altas habilidades no contra turno da escola regular. Sou casada, tenho dois filhos pequenos (meus ruivinhos lindinhos) e um cachorro fofo. Nossa família é cristã e sempre se reúne para orar, ler a Bíblia e fazer estudos bíblicos com as pessoas. Gosto muito de ler, cantar, tocar violão, meia lua. Também escrevo livros infantis e gosto muito desse trabalho. Tenho quatro livros publicados pela Editora Árvore da Vida,  artigos sobre educação e um livro digital publicado pela Saraiva: Josias - pé na cidade, coração no rio. Outros livros estão em andamento! Possuo quatro blogs:

Espero que você goste! Boa leitura!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Jogos de dramatização:


·         Esses jogos estimulam a imaginação e a criatividade.
·         Promovem o desenvolvimento de ideias em grupo, pois trabalham a coesão grupal.
·         Estimulam o desenvolvimento da expressão oral e física.
·          Trabalham ainda o imaginário infantil, o desenvolvimento do intelecto, do senso de humor, da motricidade.
·         Ajudam muito na desibinição dos pequenos.
·         Desenvolvem a linguagem, pois através deles as crianças são capazes de entender metáforas, sugestões, símbolos e têm seu vocabulário aumentado.
·         As histórias ajudam as crianças a se identificarem com o que estão vendo à sua própria maneira e permitem que elas elaborem seu próprio mundo e suas dificuldades.

Há dois tipos de jogos de dramatização no que diz respeito às crianças: os jogos pessoais e os jogos projetados. Nos jogos projetados, observados em crianças menores, essas usam mais a mente e o corpo não é usado por completo. A criança permanece mais quieta, sentada ou deitada de costas, usando muito as mãos. Ela projeta toda uma ação, mas fora do corpo. Os objetos com os quais a criança está brincando ganham vida, mais do que a própria criança. Nesse jogo a criança amplia sua capacidade de absorção de conceitos, porque a tendência desse jogo é a quietude física e mental.
Já o jogo pessoal caracteriza-se pelo drama, pela movimentação, pelo esforço, pelo barulho, pela dança e pela experiência de tornarem-se coisas ou pessoas, pela responsabilidade de representar um papel. As crianças representam com sinceridade e seriedade o papel que elas escolherem, ou que lhe forem atribuídos pelo outro. O jogo pessoal torna-se mais frequente à medida que a criança possui maior controle do seu corpo.
É do jogo pessoal que trataremos nas brincadeiras relacionadas a seguir.


1- JESUS ACALMA A TEMPESTADE

Material:
Um lençol de casal (azul de preferência).
O desenho de um casco lateral do barco, feito no começo da brincadeira pelas próprias crianças, numa folha grande de papel kraft, ou em quatro cartolinas unidas em fileira por fita crepe.

Como brincar:

Conte a história de Lucas 8: 22-33 ou a de Mateus 14:22.
Escolha quatro crianças para segurarem o lençol. Um para ser o Senhor, outro para ser Pedro, e os demais, os discípulos. Todos os discípulos deverão ficar como que num barco, atrás do desenho do barco feito por eles, ao lado do lençol grande.
Comece narrando a história. As crianças que seguram o lençol começam a agitá-lo fortemente. Então eles veem a criança que interpreta Jesus vindo e gritam atemorizadas. Essa criança pisa sobre o lençol, que continua a ser agitado. Pedro pede para andar também e sai do barco em direção a Jesus, mas ele tem medo e começa a afundar, pedindo socorro. O Senhor o salva.
Pode-se interpretar Lucas 8:22. O barco está sobre o lençol, que vai sendo agitado. O Senhor dorme e eles gritam de medo. Então Jesus levanta-se e repreende as ondas e o vento. Nesse caso podemos também usa a música “Seguro em Suas mãos” do CD “Sou criança, sou feliz”, faixa 17.  Ensine as crianças a cantarem a música.
Nos dois casos, o adulto que está coordenando a brincadeira deve incentivar as crianças a interpretarem o papel, como se estivessem na situação dos discípulos. Mudar a entonação da voz nos momentos mais importantes e ir narrando os acontecimentos para que eles consigam entrar na história.


2- BOCA DE FORNO

Material: Nenhum.
Como brincar:
Explique para as crianças que a brincaderia terá um mestre. Fale o que significa ser mestre e diga que Jesus foi um bom mestre, pois ensinou por três anos e meio aos seus discípulos a palavra de Deus. Diga que mestre é alguém a ser seguido e que nós também devemos seguir a Jesus, tendo-O como nosso mestre. Ajude as crianças a entenderem o que é obedecer ao Senhor, dando exemplos práticos do dia a dia.
Depois da conversa, eleja uma pessoa como “o mestre”. Essa pessoa irá dar tarefas para os demais participantes, que terão que  cumprir suas ordens. As ordens consistem em achar um determinado objeto, imitar um bicho, cantar uma música, fazer uma pose... O mestre irá escolher o que os demais irão fazer. Diga que o mestre  não pode pedir algo que vá constranger o grupo; caso contrário, perderá a chance de ser mestre.
O mestre e as crianças falarão uma rima assim:

Mestre:
- Boca de Forno?
Crianças:
- Forno!
Mestre:
- Achar bolo?
Crianças:
-Bolo
Mestre:
- Farão o que o mestre mandar?
Crianças:
- Faremos.
Mestre:
- Estão vocês vão… pular de uma perna só!
As crianças cumprem a tarefa e o mestre escolhe quem será o próximo mestre.



3- MÍMICA

Material: Nenhum.

Como brincar:
 Dividir as crianças em dois times. Cada time vai pensar em algo a ser imitado. Combine com as crianças que pode ser um objeto, uma ação, um hino, uma personalidade... Eles devem combinar em voz baixa, para que a outra equipe não escute o combinado, e você pode ajudar as duas equipes na escolha do que imitar.
Então se escolhe uma criança de uma equipe para fazer a mímica para a outra equipe. Ela deve representar, sem dizer uma palavra.
Se o outro time adivinhar, em menos de 1 minuto, ganha um ponto. Se não acertar, ganha a equipe da criança que fez a mímica.
4- ANIMAIS IGUAIS

Material:
Cartões com nomes de animais escritos ou desenhados. Se você tem à disposição um “Jogo do Mico”, poderá usar os cartões já prontos desse jogo.

Como brincar:
Um cartão em que está escrito (ou desenhado) o nome de um animal é distribuído para cada criança, que não deve mostrá-lo a ninguém. Caso a criança não saiba ler, você deverá dizer o nome do animal no ouvido dela.
O nome de cada animal é repetido nos cartões, formando pares de animais, conforme o número de componentes que se queira em cada grupo. Depois que todas as crianças estiverem com o seu cartão, pede-se que andem pela sala, imitando o seu animal, à procura dos seus iguais. Ao se aproximar de um companheiro, a criança imitará o som do seu animal para verificar se é o mesmo do colega. Se for, eles formam o par e permanecem juntos enquanto os outros procuram seus pares. Quando todos se encontrarem, os grupos estarão formados. Então se trocam os cartões.

5- COELHINHO SAI DA TOCA

 Material: Nenhum.

Como brincar:
Conte o número de crianças que há no grupo. Por exemplo, num grupo de 15 crianças, você deverá formar 4 duplas. Cada dupla será uma toca; desse modo, você usará 8 crianças. Cada toca terá uma criança dentro, que será o coelhinho; desse modo, você estará agora utilizando 12 crianças. Ficarão 3 crianças sem toca, porém elas também serão coelhinhos, só que não terão tocas. Quando você gritar: “Coelhinho sai da toca um, dois três!”, os coelhinhos terão que trocar de toca, e os que estão sobrando tentarão entrar nas tocas. Essa brincadeira deverá se repetir diversas vezes, até que todos o coelhos tenham a chance de entrar nas tocas. Com o passar da brincadeira, você deverá trocar as crianças que estão na função de toca para de coelho, para que todas variem de posição.


6- O PASSEIO DOS ANIMAIS

Material:
Aparelho de som.
Um CD de música clássica.

Como brincar:
Contar a história da criação dos animais em Gênesis 1:21-25.
Dividir o grupo em quatro categorias de animais colocando cada uma num canto da sala: as aves, os répteis, os mamíferos, os animais aquáticos. Conversar sobre qual animal cada criança irá interpretar dentro do seu grupo, ajudando-os a escolher. Combinar com eles que uma música vai tocar e que, quando o grupo for chamado, deverá desfilar até o meio da sala, cada um imitando o animal que escolheu, dentro da sua categoria. Então o professor chamará outro grupo e o primeiro deverá voltar para o seu canto na sala, enquanto o outro deverá vir desfilar. Quando você disser: “Todos os animais”, todos deverão desfilar no meio da sala.
Pode-se dificultar a brincadeira da seguinte forma:
Escolhe-se uma música para cada grupo de animais. As crianças deverão saber qual música representa o seu grupo. Quando a música do grupo dos mamíferos tocar, todos desse grupo deverão caminhar imitando seu animal. Quando trocar a música, esse grupo deverá voltar rapidamente para o seu canto da sala, vindo o grupo da música seguinte.
A música será o toque de andar e de recolher. Você pode usar músicas que tenham sons de água para os animais aquáticos, músicas mais rápidas para as aves, mais lentas para os répteis, chamando a atenção das crianças para que caminhem, imitando o movimento do seu animal e no rítmo da música.


7- CIRCUITO

Material:
Almofadas, cadeiras, bancos, cordas, bambolês, caixas...
Como brincar:
Sente as crianças no chão, encostados numa parede, e diga que você irá montar um circuito muito difícil e que eles terão que vencê-lo.
Distribua pela sala almofadas, blocos de espuma, bancos e outras peças para que a turma ande sobre eles. Enquanto isso, vá contando para eles o que cada parte do circuito significa. Para isso use a imaginação! Diga, por exemplo: “Imagine que vocês são formiguinhas... Todos vão andar bem devagar, com passos bem pequeninos. Agora, vocês terão de passar perto de um grande tamanduá (um punhado de almofadas no chão). Vamos dar um passo bem largo e devagar, para não acordar o tamanduá!”. Esses comandos podem incluir outras formas de andar, com graus variados de dificuldade: na ponta dos pés, com os calcanhares, para a frente e para trás, de lado, rolando, rastejando...
 Imagine com eles que várias cadeiras, uma ao lado da outra, formam uma ponte, que eles terão que subir e atravessar com muito cuidado, para não cair no barranco, e que, no próximo passo, uma cadeira é um túnel, que eles deverão atravessar por baixo. Faça um rio com duas cordas e peça que nesse trecho eles pulem o rio...
Você pode fazer com que primeiro cada criança atravesse individualmente o circuito, respeitando toda a sequência. Depois pode fazer uma fila, para que o grupo faça junto e em ordem. Para dificultar, você pode pedir que eles passem de mãos dadas. Nesse momento eles terão que respeitar os limites uns dos outros, para que todos consigam transpor os obstáculos com cuidado.


8- GRANDE PEIXE

Material:
Caixas grandes.
Fita de empacotamento.
Tesoura.

Como brincar:

Contar a história de Jonas na boca do grande peixe, que está no livro de Jonas, no Velho Testamento.

Construir um túnel com caixas grandes, que será o peixe.
Como você pode fazer?  Providencie caixas grandes de papelão. Tire a tampa delas e cole umas nas outras com a fita de empacotamento, de modo a formar um túnel.
Chame cada um para fazer o papel de Jonas. Os demais serão divididos em dois grupos: um será o povo de Níneve e o outro os que estavam na embarcação, durante a tempestade. Vá contando a história como narrador e dizendo para as crianças o que elas deverão fazer, de maneira bem simples.
Depois da brincadeira de dramatização, incentive as crianças a atravessarem o túnel. Engatinhando, arrastando-se, individualmente, em grupo... As crianças pequenas gostam muito de entrar em caixas.


9- DAVI E O GIGANTE

Material:
Uma folha de papel kraft ou pardo grande.
Uma canetinha de cor escura.
Giz para pintar.
Papel colorido (pode ser até de revista).
Folhas de rascunho ou jornal velho.
Fita crepe.

Como brincar:
Trabalhar a história de Davi e o gigante filisteu, que está em 1 Samuel 17.
Coloque as crianças sentadas em círculo no chão e o papel kraft no meio. Combinem que vão desenhar um gigante naquele papel e que para cada parte do corpo do gigante, usarão alguém do grupo para o molde. Uma criança deita no papel e outra contorna a cabeça e o pescoço, usando a canetinha. Outra deita para o contorno do tronco, o adulto deita para o contorno das pernas, outro para os braços... Quando o boneco estiver pronto, todos ajudam a desenhar detalhes do corpo, como o rosto do gigante, unhas, e a fazer as roupas. As crianças podem usar o giz para fazer tais detalhes e até recorte e colagem, picando com as mãos pedaços de papel coloridos para enfeitar a roupa do gigante, colando os papéis para fazer a calça, a camisa...
Quando a turma terminar o gigante, deverá pendurá-lo na parede. Então farão as pedrinhas que serão bolas de jornais enroladas com fita crepe. Cada criança deverá fazer para si cinco “pedrinhas”. Terminada a atividade, fazer uma fila com as crianças. Elas serão o Davi! Cada uma terá cinco chances, conforme o número de pedrinas, para acertar no alvo: a testa do gigante! Cada uma joga suas cinco bolinhas e volta para o final da fila. Conta-se um ponto para cada bolinha acertada na testa do gigante.